#TakeTheKnee: Donald Trump não está – e nunca esteve – sozinho

O grafo retrata uma coleta realizada nos últimos dias a partir da hashtag #TakeTheKnee. Trata-se de uma manifestação de apoio aos jogadores de futebol americano que têm se ajoelhado durante o hino nacional dos Estados Unidos, em protesto pela injustiça racial no país. Um gesto que provocou a irritação do presidente dos EUA, que chegou a fazer um pedido no Twitter para que a liga nacional de futebol americano (NFL) seja boicotada. Como resposta foi lançada nas redes sociais a hashtag #TakeTheKnee.
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#TakeTheKnee: manifestações nas redes sociais online encabeçadas pelos esportistas americanos
A análise dessa ‘foto’ do Twitter nos ajuda a reforçar, mais uma vez, que a fatídica frase “só podia ser no Brasil” sempre ficará restrita apenas ao tema Havaianas. Enquanto aqui temos políticos movidos pelo racismo, preconceitos e outros crimes, os EUA também tem os seus, assim como a Alemanha.
Nesse caso é realmente assustador ver o grande volume de menções em apoio ao presidente Donald J. Trump. Se alguns canais da imprensa nos transmitem a imagem de que Trump seria um “louco isolado na presidência americana”, as redes ajudam a nos explicar – e alertar – que não é bem assim.
O retrocesso não é uma exclusividade brasileira, assim como – pasmem – a jabuticaba. “Só podia ser no Brasil” é, portanto, uma frase que em nada contribui para o debate político mundial-nacional. É importante, mais do que nunca, entendermos que o processo de retrocessos sociais, econômicos e políticos envolve diversos atores mundiais, e não apenas questões brasileiras.