Enquanto as mortes aumentam, o interesse da imprensa na pandemia cai

Mais 1.3 mil mortos pela COVID-19 no Brasil em 24 horas. Uma das semanas mais mortais da pandemia. Deveria ser o destaque da imprensa, certo? Mas não é. O volume de matérias sobre o tema cai drasticamente desde a semana do dia 22/03 de março. Qual o papel da imprensa nisso tudo?

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O lado maléfico está no processo de “blackboxing” da quarentena. Hoje a imprensa não propõe mais o debate sobre quarentena, sobre lockdown. O que o debate público pautado pela imprensa propõe é que uma suposta quarentena começou e já acabou, e fim. Fim?

O que seria o “novo normal”? Quem definiu que tem algo de normal em morrerem 1.3 mil pessoas por dia em decorrência de uma pandemia? Pois é. Nenhuma resposta óbvia. Mas a imprensa se esforça, diariamente, para garantir que você não seja pautado por esse debate.

Essa crítica não tem como alvo jornalistas. Esse tipo de “alinhamento” vai muito além de uma pessoa, um jornalista, uma redação. O processo de “forçar” uma normalização de algo que sequer foi feito atende a interesses econômicos, governamentais e, acima de tudo, perversos.