Direita? Desejar a morte de um ser humano não se trata de ideologia

 

Ontem circulou nas redes uma foto de manifestantes em frente ao hospital em que Marisa está. Rapidamente, inúmeros usuários começaram a xingar e vociferar contra a “direita fascista” que eles representavam. Mas calma lá: quem disse que até mesmo aqueles seres humanos representam a direita?

O grafo abaixo mostra os usuários que tuitaram sobre Marisa, companheira de Lula, nos últimos dias. O que mais atenção é: as principais ofensas/ironias [agrupamento azul] ao estado de saúde dela partem dos mesmos usuários que nós tratamos, no dia a dia, como direita nas redes sociais online.Dna. Marisa.png

Ao que me parece, um dos problemas nas redes se torna mais nítido: em qual momento definimos como nosso direita esse grupo? Quem disse que esses acéfalos representam qualquer movimento ideológico? Qual a ideologia que une esse agrupamento para além do “odiamos o PT”?

Precisamos, mais do que nunca, definir quem são os verdadeiros inimigos. Ser estúpido não é sinônimo de “ser de direita”. Ser desumano não é sinônimo de “ser de direita”. No entanto, ao definirmos como direita esses acéfalos que nada tem a contribuir para o debate, nós consequentemente desqualificamos nossos verdadeiros inimigos e, assim, prejudicamos o debate político. Prejudicamos nós mesmos.

Uma coisa é você jogar xadrez contra um profissional. Outra coisa é jogar com um pombo. A escolha do seu adversário faz sim, muita diferença.

É importante saber escolher quem serão os adversários.