Temer internado, humor e a obsessão fálica do brasileiro.

Entre as manifestações promovidas contra Temer entre os dias 24 e 25/10, a votação na Câmara e a compra de Deputados de forma descarada, nada mobilizou mais do que um sentimento praticamente unânime nas redes sociais online: o descaso pela saúde do presidente golpista.

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Grafo formado a partir do termo “Temer”, no Twitter, durante os dias 24 e 25/10.

Foram muitas as ironias baseadas na obsessão fálica que é inerente à grande parcela da humanidade, somada aos problemas urológicos que Temer apresentou. Inúmeras foram também as menções pautadas pelo humor no caso da internação do presidente.

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Temer, pau, pinto internado estão entre os termos mais utilizados pelo agrupamento verde

Chama atenção porém o fato de que, mesmo com dias de mobilização contra o Temer, apenas três horas de uma mobilização orgânica entorno da doença do presidente foram capazes de gerar um movimento entorno do tema até mesmo 13% maior do que progressistas e reacionários somados [no Twitter, no caso].

 

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Referências à Globo, Plantão, Usurpadora [Novela exibida pelo SBT] e outros elementos da cultura do Twitter estão entre os mencionados no agrupamento amarelo.
Fato é que, mais uma vez, uma breve análise das redes reforça o quanto embates políticos nas redes sociais online estão cada vez mais polarizados e condenados ao ‘ostracismo’ enquanto optarem por temas massantes e sem abordagens que busque se reinventar. Podem ser artistas, políticos ‘descolados’, atores ou quem quer que seja, não importa. Enquanto direita e esquerda não buscarem se renovar na linguagem e abordagem dos temas políticos que regularmente abordam, esses agrupamentos acabaram perdendo espaço para o Plantão da Globo e o meme da Usurpadora.