Quem se esconde sob o ideário “lavajatista”?

Dois pontos se destacam a partir das menções ao ex-presidente Lula: como o fim da Lava Jato foi uma “oportunidade” para muitos que hoje se escondem sob o ideário lavajatista (lilás) e como estes mesmos atores se reaproximam do bolsonarismo (verde) sem muito esforço. Explico!

1º ponto: o lavajatismo que atores como MBL, Vem Pra Rua, Álvaro Dias e Antagonista buscam defender nas redes sociais nada mais é do que um refúgio para o “bolsonarismo arrependido”, uma espécie de “a culpa não é minha, eu defendi a Lava Jato”. O fim da operação e sua “beatificação” é um processo extremamente vantajoso para muitos dos que hoje tentam se esconder na carcaça do que foi um dos braços jurídicos do bolsonarismo. O argumento de “forças ocultas acabaram com a operação” é muito mais vendável do que explicar mensagens da #VazaJato ou justificar Sérgio Moro como ministro de Bolsonaro.

2º ponto: o lavajatismo tem uma facilidade ENORME em se reaproximar do bolsonarismo, o que o faz com assustadora eficiência, por mais que venha se esforçando nos últimos meses para se posicionar como “oposição” ao atual governo. É impressionante também o quanto o apelo artificial ao “antipetismo” ainda funciona como válvula de escape para este agrupamento, que opta por ele sempre que novas revelações da #VazaJato são feitas.

Agora, me digam: acham mesmo que uma “frente ampla” sairá daqui?