Como reagiram as redes as ameaças feitas por militares?

Analisei comentários feitos no Facebook sobre as Forças Armadas. 72,7% CRITICAM a nota e o envolvimento do exército com o governo Bolsonaro. Termos como MILITARES, INSTITUIÇÃO, VERGONHA, POVO, GENOCIDA e CORRUPÇÃO se destacam. Já a defesa das Forças Armadas aparece cada vez mais atrelada ao bolsonarismo, seja no volume ou no modus operandi de reagir: ataques a atores específicos com argumentos que mudem o foco do tema central, usando termos como: ESTADO, FAMÍLIA, SENADOR, OMAR AZIZ e AMAZONAS ao atacar o presidente da CPI.

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Os 30 links mais compartilhados no Facebook reforçam que o bolsonarismo [verde, azul] não ignorou o tema, mas sim encontrou uma forte reação [lilás] do antibolsonarismo contra o posicionamento das Forças Armadas.

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Importante destacar o papel da imprensa nessa reação, o que resultou até mesmo na reação de General Heleno, que elegeu a CNN como o alvo (aqui representando a imprensa). O cenário nas redes, hoje, é muito diferente do observado em 2018, quando do tweet de Eduardo Villas Bôas.

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REAÇÃO NO TWITTER

No dia seguinte, observamos o curioso caso das Forças Armadas que aparecem conectadas ao bolsonarismo (cinza – 28% dos usuários), integram o governo e atacam opositores de Bolsonaro. E, ainda assim, ameaçam quem fala o óbvio: hoje, ao menos no Twitter, as Forças Armadas e o bolsonarismo são um só.

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As menções aos termos Forças Armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica foram coletadas ontem (09/07) aqui no Twitter. O campo antibolsonarista registrou 72% dos atores analisados.